.·´¯`·-> Carnaval! <-·´¯`·.

Carnaval   

 
A origem do Carnaval é algo ainda indefinido. Alguns relacionam o começo das festas carnavalescas com os cultos feitos pelos antigos para louvar uma boa colheita agrária; já outros historiadores dizem que o seu início teria acontecido mais tarde, no Egipto, com danças, festas e pessoas mascaradas.

É possível também que estas festas remontem a 10000 a.C., quando a humanidade começou a plantar. Só no século VII, na Grécia, o Carnaval foi oficializado como festejo em honra de Dionísio, deus do êxtase e do entusiasmo. A partir daí, os Carnavais passaram a incluir orgias sexuais e etílicas, uma característica que chegou ilesa aos dias de hoje.

As festas eram tão populares que a Igreja desistiu de combatê-las e, em 590. oficializou a folia na vã tentativa de conter a libertinagem. A palavra "Carnaval está ligada à tradição cristã de não comer carne no período que precede a Paixão de Cristo. Deriva do latim "carnelevamen" (tirar a carne) que depois modificou-se para "carne, vale", que significa "adeus, carne".

 

Carnaval pelo Mundo

 

Portugal - O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar que tem as suas origens na Antiguidade e recuperadas pelo Cristianismo, que começava no dia de Reis (Epifania) e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava à sua maneira, de acordo com os seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. Em Portugal, existe uma grande tradição carnavalesca, nomeadamente os Carnavais da Ilha da Madeira, cujos imigrantes são os que levaram o Carnaval para o Brasil, Ovar, Podence, Loulé, Sesimbra, Rio Maior, Torres Vedras e Sines, destacando-se o de Torres Vedras, Carnaval de Torres, por possuir o Carnaval mais antigo e dito o mais português de Portugal, que se mantém popular e fiel à tradição, rejeitando o samba e outros estrangeirismos… Juntamente com o Carnaval de Canas de Senhorim, com perto de 400 anos e tradições únicas como os Pizões, as Paneladas, a Queima do Entrudo, o Despique entre outras.

 

Carnaval de Ovar, Portugal

 

Brasil – a origem do Carnaval não é menos controversa. Alguns baseiam-se na festa feita pelo povo para receber a Família Real no Brasil como o marco zero do Carnaval; outros já citam o aparecimento dos primeiros cordões, no início dos anos 20, como o início do que mais se aproxima do Carnaval de hoje. A popularização do Carnaval no Brasil acontece mesmo com o aparecimento das marchinhas, com destaque para a primeira composição feita especialmente para o Carnaval, Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, feita sobre encomenda para o cordão Rosas de Ouro, em 1899. Em 1917, surge o samba, um novo género musical, nascido nas festas das tias baianas, com um ritmo que mistura o lundu, o frevo e a polca e que se tornou a identidade do povo brasileiro. Foi ao som do samba que o Carnaval se consagrou como a festa mais brasileira das festas, marcando a identidade do País.

 

 
Carnaval do Brasil
 

Veneza, Itália - Os turistas acotovelam – se para ver foliões vestidos de arlequins, colombinas e pierrôs. A festa é do século XI, tem programação variável, e acontece normalmente em Fevereiro.

 

Carnaval de Veneza

 

Londres, Inglaterra - O Carnaval Cluber de Notting Hill é a maior festa de rua da Europa e disputa o posto de segundo maior Carnaval do mundo, dura 2 dias e acontece no último final de semana de Agosto.

 

Carnaval em Londres, Inglaterra

 

Port of Spain, Trinidad e Tobago - O maior Carnaval do Caribe, onde predominam ritmos caribenhos como o calipso. Tem programação variável e acontece em geral em Fevereiro.

Carnaval do Caribe

 

Nova Orleans, EUA – O Mardi Gras, Terça-feira gorda, de Nova Orleans, é considerado o segundo maior Carnaval do mundo. Cerca de 1 milhão de pessoas participaram nos últimos anos.

 

Carnaval em Nova Orleães, E.U.A. 

 

 Curiosidades

 

Origem dos Confetis

Na Roma Antiga, os lupercos, sacerdotes de Pã, saíam no dia 15 de Fevereiro só com sangue de cabra sobre o corpo, perseguindo as pessoas nas ruas. No Brasil, os Portugueses faziam uma guerra de debaldes de água e lixo que chamavam de "entrudo", sem dança ou música. No começo do século passado, o molha-molha foi substituídio por confetis, serpentinas e bombinhas de mau cheiro.

 

 E para todos vocês, estejam em que país estiverem, aproveitem bem o Carnaval!!!

 

 
 

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.·´¯`·-> Natal! <-·´¯`·.

 
 
 
 
 
 
Olá a todos!  Como estão? Eu sei que tenho andado ausente, mas agora que tenho mais tempo livre tenho mais disponibilidade para postar! Como já viram, o aspecto do meu blog mudou… espero que para melhor!  
Como estamos na época natalícia, resolvi fazer um post sobre o Natal, uma época maravilhosa, em que estamos todos em harmonia e junto dos nossos entes mais queridos.
Como o ano passado já vos contei a história do Pai Natal, este ano resolvi comemorar esta época com um conto, também de Natal, que faz o apelo para a preservação da floresta. Este apelo é muito importante nesta altura do ano, já que, para enfeitar as suas casas, as pessoas cortam, indiscriminadamente, muitos pinheiros, o que acaba por prejudicar o meio ambiente. Espero que gostem não só do conto, mas sobretudo a mensagem!
 
 
 

Narrador:

É véspera de Natal.

Uma data de enfeites de Natal chegam a uma floresta cheia de pinheiros: bolas, fitas, a estela e luzes.

A noite está calma, misteriosa e silenciosa. Esta paz é cortada pela ansiedade dos enfeites, que ainda andam à procura de um pinheiro.

 

Enfeites: “- Os enfeites já caem do céu, não temos tempo a perder, amanhã é Natal e temos tudo por fazer”.

O pinheiro ideal vamos ter de encontrar para o enfeitar, nem pequeno nem grande, tem de ser elegante para fazermos um figurão!

 

Narrador: Vasculhando os recantos da floresta, os enfeites tentam encontrar o pinheiro ideal.

 

Canção dos enfeites (Todos):

 

“Este não, este é grande, este é pequeno, tem de ser um elegante!”

 

Estrela: “ – Acho que já encontrei!”

 

Todos: “- Que bom! Vamos fazer um figurão!”

 

Narrador: Quando se preparam para arrancar o pinheiro escolhido, toda a floresta se agita assustadoramente, deixando os enfeites petrificados.

 

Todos: “- O que está a acontecer? Sinto o chão a tremer, os pinheiros a abanar, mas não há vento a soprar, que se passa então? Que se passa então?

 

Narrador: Depois da tempestade iniciar, os pinheiros apresentam serenamente o seu pedido de sobrevivência.

 

Canção dos pinheiros:

“Somos pinheiros, queremos viver, temos ainda tanto a fazer, não nos destruam nem tirem do chão, a nossa missão é diferente.

Do nosso tronco saem madeiras para fazer móveis, mesa, cadeiras, portas, estantes e tacos para o chão, bem como lenha para o fogão.

De oxigénio enchemos o ar

Para toda a gente poder respirar

Damos resina, lápis e pincéis

Bem como pasta para papéis.”

 

 

Narrador: Embora os enfeites entendam as razões dos pinheiros, preocupam – se por outro lado, com o seu próprio futuro, que sem pinheiro se afigura complicado.

 

 

 

Canção dos enfeites todos ao mesmo tempo:

 

“Mas o que é isto afinal

Que vai ser deste Natal?

Sem pinheiro para enfeitar

Onde vamos nós ficar?

Isto assim não pode ser

O que vamos nós fazer

Precisamos de um pinheiro”

 

Estrela sozinha grita: Mas que grande confusão, fala um de cada vez!

 

Narrador: A pedido da estrela, fala um do grupo de cada vez.

Assim, as bolas saltitonas apresentam as suas preocupações, em estilo de refilice.

 

Bolas + fitas + luzes: “- Se ninguém nos segurar, caímos ao chão, somos de cristal!”

 

Fitas: “- Precisamos de um sítio para nos pendurar.”

 

Luzes: “- Somos as luzes que vão indicar o caminho ao Pai Natal, não podemos ficar no chão!”

 

Narrador: Depois de ouvir todos os ângulos, a estrela toma uma decisão que vai originar motivo de chacota.

 

Estrela: “- Eu, estrela, serei o pinheiro e irei pendurar – vos em cima.”

 

Narrador: Todavia, ao ouvirem a ideia da estrela, os enfeites ficam entusiasmados.

 

Enfeites: “- A sua ideia é que quando nos falta um pinheiro ou o quer que seja, tudo tem solução se dermos as mãos!”

 

Narrador: De novo, com esperança, os enfeites preparam – se para celebrar o Natal.

 

Enquanto cantam as canções de Natal, os enfeites dão as mãos e elevam – nas no ar.

 

Que linda árvore de Natal!

 

 

 

 

 

Depois de se terem deliciado com este conto, vamos agora a algumas curiosidades do Natal:

 

 

  A maior árvore de Natal da Europa, inaugurada no passado dia 17 de Novembro, encontra-se na Avenida dos Aliados, no Porto. A Árvore de Natal, uma oferta do Millenium BCP à invicta, pesa 280 toneladas e tem 76 metros de altura, exactamente a mesma da Torre dos Clérigos!

 

  A maior colecção de postais de Natal pertence à britânica Joan Gordan. Completamente fanática pela quadra natalícia, a senhora decora todas as divisões da casa com cartões. Quantos? 11.010!

 

 A canção de Natal mais vendida de todos os tempos é mesmo o clássico de 1942, "White Christmas" de Bing Crosby. Já vendeu mais de 50 milhões de cópias e continua a ser uma favorita da época natalícia!

 

  Sergio Rodriguez Villarreal é um fanático pelo Natal. Depois de ter construído a maior grinalda de Natal do Mundo, no ano 2000, ele concebeu o maior sino de Natal jamais visto com 5,5 metros de altura e 85 metros de diâmetro!

 

 A joalharia Soo Kee Jewellery, em Singapura, criou uma das mais caras árvores de Natal de sempre! Com 21,798 diamantes incrustados, num total de 913 quilates, esta árvore foi feita com 3,762 grânulos de cristal e decorada com 456 lâmpadas. Media 6 metros de altura, pesava 3,215 quilos e, o mais extraordinário, foi avaliada em mais de um milhão de dólares!

 

 A maior colecção de objectos com o Pai Natal pertence, desde 1998, a Jean Guy Laquerre que adquiriu 13,014 objectos com o velhinho barbudo!

 

 O maior bolo de Natal foi feito na Inglaterra. Mede 63,1 metros de comprimento e tem 4 metros de diâmetro!

 

 

E ESTA, HEM?

 

 

 

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.·´¯`·-> Outono <-·´¯`·.

 

 
 
 
 
    Esta é a primeira entrada que faço ao Outono… Todos os anos vejo nos blogs uma entrada dedicada ao início da Primavera ou ao retorno do Verão… mas são raras aquelas entradas em que se dão as boas-vindas ao Outono… é uma das estações mais tristes do ano, mas, afinal, não é ela uma estação como qualquer outra? Bem, quem consegue definir o Outono? É uma estação fria, dizem alguns, é a estação em que vemos as árvores despidas das seuas folhas, dizem as pequenas crianças. Se quisermos ser mais sérios, poderemos dar uma definição mais científica desta estação:  O Outono é a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno, iniciando-se, no hemisfério Norte, a 23 de Setembro e terminando a 21 de Dezembro. É caracterizado pelo amarelar das folhas das árvores.
Pesquisei pela Internet algumas opiniões sobre o Outono. Todas elas estão identificadas, bem como o local de onde as tirei. Ora vejam:
 
 
 
"O Outono pois que seja bem vindo. A minha estação favorita. O início das chuvas. a descida da temperatura, a tristeza da natureza." by: zzeka
 
"Todas as estações do ano são bonitas e em particular, aquela onde nos encontramos. Cada uma tem o seu próprio encanto. É um ciclo que se renova todos os anos." by: sun-set
 
"Pois como os dias estão a ficar mais curtos é o sinal que estamos no Outono, estação um pouco triste, pois é o começo das folhas a cair." Posted by: amil
 
"O Outono bate à porta, trás-nos o vento e o frio, anuncia a chegada do Inverno, brrrr. Não gosto de frio, adoro a Primavera pelas flores, árvores a rebentar e os passarinhos a chilrear, mas gosto mais do Verão, pelo calor e os dias longos, parece que vivemos mais tempo em cada dia." Posted by: Bufagato
 
"Outono época dos românticos, as folhas a cair o sol ainda quente entre nuvens…" Posted by: PDivulg 
 
 
Todas estas opiniões foram tiradas dos comentários deste blog: http://deltacat.blogs.sapo.pt/arquivo/783347.html
 
 
 
"As minhas estações favoritas são o Outono e a primavera…transportam magia :-) " kikas
 
"O Outono é sem dúvida a estação do ano que eu mais gosto. Época de abundância em tons laranja e castanho iluminados por uma linda luz dourada." Luísa
 

Estas opiniões foram tiradas dos comentários deste blog: http://maedrasta.blogspot.com/2005/09/o-outono-j-comeou.html

 

E agora deixo-vos aqui uns poemas de Outono, sendo que este primeiro é muito especial… foi um poema que aprendi quando era uma menina muito pequenina e andava no infantário! Imaginem que gravei este poema numa cassette, com os meus pais, a 05/12/1995! Tinha uma vozinha de criança tão linda e encantadora (sem me querer gabar, mas emocionei-me mesmo muito ao ouvir a minha vozinha!) Abro aqui um bocadinho da minha caixinha de recordações da infância para vocês…

Poema de Outono

 

Irás pela rua
Verás as folhas caírem
Se alguma te poisar no ombro
Há-des mandá-la embora
Porque chegou a hora de dormir
 
 
 
 
 
 
 

A andorinha partiu.
O Sol mais cedo se deitou.
A chuva miudinha caiu,
Então o Outono chegou.

A videira triste está a chorar,
Ela sem uvas ficou.
Cheira a vinho novo no lagar,
Então o Outono chegou.

As temperaturas desceram.
O vento assobiou.
As aulas já começaram,
Então o Outono chegou.

Os lagartos hibernaram.
A árvore despida ficou.
As folhas soltas dançaram,
Então o Outono chegou.

Escrito por Sofia e Daniela – EB1 de Vila Chã

 

 

Eu não gosto do Outono
Porque vem a seguir ao Verão;
Acabam-se as férias
Entristece-me o coração.
 
O Outono é uma estação triste
Porque traz frio, chuva e vento.
Como gosto dos dias de Sol,
Trago a Primavera no pensamento.
 
 

 
Quando vem o Outono
Vejo as folhas a cair
Lindas cores têm elas
São como os meninos a sorrir.
O cheirinho das castanhas
Muito bem perfuma o ar
Vem o frio, vem a neve
O Natal está a chegar!
Por Míriam – 2.º ano – EB1 dos Combatentes/Ovar, em 16/10/2002, com uma ajudinha da mãe
 
 
E para saberem mais sobre o Outono, basta que cliquem aqui!
 
Espero que tenham gostado da minha primeira entrada de Outono!
Um grande beijinho da vossa sempre amiga
 
Ângela (Amiga Virtual)
 
 

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.·´¯`·-> Férias (o regresso!) <-·´¯`·.

 
Olá amigos! Como estão?  Depois de tanto tempo, cá estou eu de novo! Tenho a dizer-vos que adorei
as minhas férias, pude descansar bastante e conhecer sítios de Portugal que nunca tinha visto e que simplesmente adorei! Fui visitar o Mosteiro de Alcobaça e ver os túmulos de D. Pedro e Dona Inês (fiquei um pouco desiludida com estes, já que a história de amor deles conta que os seus túmulos estão juntos no Mosteiro de Alcobaça e, no entanto, não estão!), mas o Mosteiro em si é lindo! Vejam…
 
 
É de uma beleza e grandiosidade extraordinárias mesmo!
E aqui estão D. Pedro e Dona Inês…
 
 
Este é o túmulo de D. Pedro…
 
 
E este o de Dona Inês…
 
 
 
 
E apesar de estarem, fisicamente, separados (cada um dos túmulos está em alas opostas do Mosteiro!) estão ligados pelo Amor que sempre os uniu e que está perpectuado através deste lindo relógio, que se encontra ao lado do túmulo de dona Inês de Castro!
 
Mas não se fica por aqui… também visitei outro grande monumento: o Mosteiro da Batalha!
 
 
 
Aquela senhora na foto com a rapariga sou eu com a minha mãe! Hehe!
 
 
 Nesta foto, podem ver os jardins do Mosteiro da Batalha. Lindo, não acham?
 
 
 Aqui podem ver o castelo de Óbidos, que tem uma muralha enorme!
 
 
Outra coisa absolutamente impressionante e única em todo o mundo é a Igreja Redonda que existe em Óbidos também!
 
 
Portugal tem coisas lindas para se visitar! Estão fascinados com tanta beleza? Pois ainda não viram a praia da Nazaré…
 
 
 
 Uma praia de cortar a respiração, não é?
 
 
E a praia da Concha (perto de Vieira de Leiria) não lhe fica atrás…
 
 
Para além destas praias, ainda pude ir à praia do Pedrógão (do lado de lá de Vieira de Leiria) e assistir à Pesca Tradicional, a chamada Arte Xávega, em que os pescadores pescam o peixe puxando as redes, com a ajuda das pessoas que estão na praia. É muito giro!
 
Também fiz piqueniques, fui ao cinema ver o "Evan, o Todo Poderoso", uma comédia super hilariante! Passeei por S. Pedro de Moel, fui à casa museu de Afonso Lopes Vieira, a alguns bares com música e karaoke, a uma piscina de água salgada, a uma discoteca… enfim, fiz muitas coisas divertidas mesmo! E tudo isto em 10 dias!
 
Também fui para o Alentejo, para Vila Nova de Milfontes, durante 15 dias,e diverti-me muito! Vi espectáculos de fogo, fui à praia e fiz muitas comprinhas (como mulher portuguesa que sou! Lol)…
 
Posso mesmo dizer que passei (quase) um mês em cheio! Espero, sinceramente, que tenham gostado das fotos, e que vos dê  vontade de conhecer o nosso Portugal!
 
Por agora cá me despeço!
Um grande beijinho a todos vocês!
 
Ângela (Amiga Virtual)
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.·´¯`·-> Férias! <-·´¯`·.

 

Olá amigos!  Como vão todos? Espero que bem! Tenho andado muito desaparecida, comento nos vossos blogs mas não com muita frequência e actualizar o blog… bem, esse então… lol, ainda ganha as famosinhas teias de aranha!  Mas é que está imenso calor por estes lados de Portugal e realmente não há como vir… parece um deserto por aqui, com o Sol a escaldar e as ventoinhas no máximo!  E às vezes, convenhamos, a preguiça também não o permite… mas hoje vim aqui para vos comunicar que irei de férias hoje, dia 1 de Agosto, e voltarei dia 15 de Agosto do Alentejo… para depois dia 20 de Agosto ir passar o resto do mês à Vieira… descanso, Sol, praia… maravilhoso! E quase durante um mês inteiro! Estou bastante entusiasmada! Mas não poderei vir visitar – vos  Mas quando voltar, aqui fica a promessa: visitarei todos os blogs amigos para deixar o meu "olá" de regresso! Bem, por agora fico por aqui… Desejo – vos a todos umas óptimas férias, que descansem muito e gozem este tempinho de descanso… porque depois, "back to work again!" (regresso ao trabalho de novo).

Um grande beijinho cheio de saudades

Da vossa sempre amiga

Ângela (Amiga Virtual)

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.·´¯`·-> Momento de reflexão <-·´¯`·.

 
 
 
  

A Hipocrisia e o Preconceito

 

 

         Olá a todos!  

           Hoje, estava aqui sentada à frente do meu computador, quando "tropecei" numas quadras do nosso querido poeta popular António Aleixo que dizem o seguinte:

                                       “Embora os meus olhos sejam

                                        Os mais pequenos do mundo,

                                        O que importa é que eles vejam

                                        O que os homens são no fundo.”

 

                                       “Que o mundo está mal, dizemos

                                        E vai de mal a pior;

                                        E, afinal, nada fazemos

                                        Para que ele seja melhor.”

 

          António Aleixo não podia estar mais certo pois, se achamos que algo está mal e nada fazemos para o modificar, como poderemos desejar um mundo melhor?

          A este propósito, lembrei-me de vos falar sobre dois temas, ou atitudes, que me preocupam, nomeadamente, a hipocrisia e o preconceito.

          Se todos somos seres humanos, com os mesmos direitos e os mesmos deveres, por que razão há tanta discriminação devido à raça, à cultura, à religião e até à idade!? Por que motivo as pessoas põem de lado aqueles que não pensam da mesma maneira que elas ou que não agem da mesma maneira, julgando -se elas próprias seres superiores e perfeitos? Por que motivo gostam tanto de criticar os outros, apontar-lhes os defeitos em vez de fazer críticas construtivas? Não estarão, assim, elas a ser hipócritas, fúteis, já que não há ninguém perfeito? Ao criticarem os outros, ao preocuparem-se apenas com a vida alheia, ao quererem apenas apontar os aspectos negativos de alguém, não estarão apenas a ser preconceituosas? De facto, Deus criou o Homem à sua imagem e semelhança, mas ao fazê-lo, não quis, de todo, que todos os seres humanos fossem iguais entre si, agissem da mesma maneira, pensassem da mesma maneira… Deus apenas quis que o Homem vivesse num mundo equilibrado, com paz e onde pudesse expressar-se livremente, relacionar-se livremente com os outros, independentemente da sua raça, cultura, religião e idade. Se, de facto, este desígnio de Deus se cumprisse, a troca de experiências entre os seres humanos seria benéfica para todos e não haveria tanta hipocrisia, não haveria aquele tocar no ombro amigo, quando, pelas costas, se critica, se troça e se magoa… Se cada ser humano conseguisse, através dos seus olhos, ver "o que os homens são no fundo", o mundo seria bem melhor, bem mais honesto e esses olhos tarsnformar-se-iam nos olhos do coração!…

          Afinal de contas, para que serve criticar, magoar, troçar se "A vida é sombra que foge,/A vida é nuvem que voa/ E como o fumo se esvai;/ A vida dura um momento,/A vida é folha que cai!"?

          "É urgente destruir certas pelavras/ódio, solidão e crueldade,/alguns lamentos,/ muitas espadas./É urgente inventar alegria,/ multiplicar os beijos, as searas,/é urgente descobrir rosas e rios/ e manhãs claras./É urgente o amor, / É urgente permanecer."! Permanecer, perguntarão vocês, meus queridos amigos? Sim, permanecer fiéis à nossa maneira de ser, à nossa maneira de agir, à nossa maneira de pensar, à nossa maneira de estar e até à nossa maneira de amar…

  

 

Tenham um bom dia!

 

Ângela (Amiga Virtual)

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.·´¯`·-> Poema de Sebastião da Gama <-·´¯`·.

 
Ao passar os olhos pelo poema de Sebastião da Gama, pensei em deixá-lo aqui para vocês lerem e apreciarem a bonita mensagem que ele nos quis transmitir. Espero que gostem e que sigam o conselho de Sebastião de Gama. Um beijinho da vossa sempre amiga Ângela (Amiga Virtual)
 
 
 

"Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?

Partimos. Vamos. Somos."

Sebastião da Gama

 

 

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.·´¯`·-> Heróis do dia-a-dia <-·´¯`·.

Estive hoje a ler as "Selecções do Reader’s Digest" e fiquei comovida com as histórias verídicas de duas pessoas que lutaram pelo ente que lhes era mais querido, lutaram até ao fim, pois a sua razão de viver era o bem-estar de quem mais amavam e a sua vida não fazia já mais sentido sem essa ajuda e luta diária. Gostaria de partilhar convosco as duas histórias destas pessoas que, embora distintas, têm em comum o constante amor e apoio, que nos ensinam a sermos melhores pessoas:

 

A razão de viver

 

Como o amor guiou um marido numa missão de 16 anos: cuidar da sua mulher, que muitas vezes não sabia quem ele era, nem quem era ela própria.

 

      As ruas subitamente estranhas. O nome do hotel sumido da memória. Demasiadas questões sem resposta. Onde estou? Que cidade é esta? Os caminhos a confundirem-se, a estreitarem, num sufoco claustrofóbico que crescia e crescia e crescia desmesuradamente. A necessidade de respirar fundo, de sossegar, de ordenar ideias. Augusta encosta-se numa esquina, ofegante, a procurar laivos da realidade perdida. Lentamente, algum sossego: Budapeste, Maio de 1990. Sim, isso. Budapeste. 1990.
       No outro lado da cidade, as horas teimam em passar. José está sentado em cima da cama, num quarto de hotel, e olha insistentemente para o relógio, como se a cada olhar pudesse constatar que o tempo, afinal, não galopou com tamanho destempero.
       Maria Augusta chegou cinco horas depois do combinado ao quarto de hotel. O casal viajava em trabalho, e Augusta tinha ido assistir a uma conferência. Acostumada a correr o Mundo, desembaraçada, independente, nada faria prever que não soubesse encontrar o caminho de volta ao hotel. Ao entrar, disfarçou o desespero que a inquietava: «Estive a ver umas montras e perdi um bocado a noção dos caminhos.»
        Nesse momento, José Imaginário Monteiro soube. Não era a primeira vez que a confusão lhe tolhia os movimentos. Não era a primeira vez que via a mulher perdida, como se a vida se tivesse esvaziado de sentido. «Acho que tens mesmo de consultar um médico, Gusta», disse-lhe em surdina, calculando a reacção dela. «Disparate! Só porque no outro dia perdi a carteira, e agora isto, já estás a fazer de mim uma tonta!» José hesitou antes de falar. Mas acabou por atirar, quase desapiedado: «Perdeste a carteira, mas depois encontrámo-la dentro do frigorífico, lembras-te? Lembras-te Gusta? Acho que por uma vez tens de me dar ouvidos. Alguma coisa não está bem.»
         O medo. Um medo gélido começou a apoderar-se de José. Sem se aperceber, começou a olhá-la de maneira diferente. A tentar adivinhar os sinais. A seguir-lhe os passos. A corrigir-lhe as falhas. A avisar os filhos: «A vossa mãe está doente.»
          Um dia, folheou os álbuns de fotografias como se soubesse já que folheava o passado. Por seu lado, Augusta parecia cada vez mais distante. Mais fria. Oscilando entre a agressividade e a indiferença. A par e passo, emudecia. Desprendia-se de tudo e de todos, numa despedida que, sem o ser, já o era.
           Apesar das suspeitas crescentes, José Imaginário entrou em choque quando ouviu o diagnóstico do médico: «Infelizmente, a sua mulher sofre da doença de Alzheimer.» De quê? Como? Porquê? O que seria dela? O que seria dele?
            «É uma doença degenerativa que…» A incompreensão das palavras do homem de bata branca. «Os doentes tornam-se incapazes de realizar qualquer tarefa, deixam de reconhecer…» A voz do médico a extinguir-se, a eprder a lógica, a razão. O tecto mais próximo, cada vez mais próximo, as paredes a chegarem-se, a esmagarem-no, a névoa. O medo."
            «Tive tanto medo. Tanto. Na altura, o médico deu-lhe seis meses de vida. Uma parte de mim morreu ali.» José baixa a cabeça. Retira do bolso um lenço branco e procura afinar a voz, que insiste em tremer-lhe dentro da boca. E repete, para que não restem dúvidas: «Uma parte de mim morreu ali.»
            A progressão da doença foi rápida. Catatónica. Em pouco tempo, Maria Augusta calou-se para sempre. José Imaginário demorou a acostumar-se ao silêncio. E desmoronou muitas vezes, ao longe, a olhar para aquela mulher que desaparecia dele e do mundo. «Falava com ela, mas nada do que dizia parecia interessar-lhe. Afastou-se de mim e senti-o como uma facada. Amava-a tanto, amo-a tanto. Como é que se calava assim? Como podia deixar-me?»
            Uma noite, um dos três filhos levantou a questão que ninguém ainda tinha tido coragem de levantar: «Talvez devêssemos considerar a hipótese de meter a mãe num lar.» José sentiu um aperto no peito. Um lar? Como um lar? «Está fora de questão! A vossa mãe fica comigo. Estamos muito agarrados um ao outro e eu sei que metê-la num lar é matá-la. E não se fala mais nisso.» E não se falou mais nisso.
             José Imaginário Monteiro pôs então mãos à obra. A cadeira de rodas embatia nos móveis da direita e da esquerda, logo era imperioso retirá-los do caminho. «De qualquer modo, para que servem tantos móveis?», lembra-se de ter pensado. Um atrás do outro, foram sendo expulsos de casa armários, mesas e estantes. No final, a satisfação. A cadeira circulava. Augusta, esquecida de caminhar, olvidada de fala, obnubilada de tudo e de todos, avançava, indiferente, pela casa. Mas José sentia-o como uma vitória. «Vamos, Gusta. Vamos até à casa de banho tomar um banhinho, sim?»
              A doença de Alzheimer tornou-se a sua obsessão. Pediu livros sobre o tema, estudou a fundo os sintomas, os sinais, as consequências. De noite, quando Augusta já dormia e não precisava da sua atenção, ligava o candeeiro pequeno e folheava os livros como em véspera de exame. Tornou-se um especialista. «Cheguei a alertar o médico para determinados problemas que ele desconhecia. E foi assim que inventei os mapas.»
              Os mapas. Folhas e folhas de valores medidos desde finais de 1990. Há 16 anos que lhe mede a temperatura três vezes ao dia, há 16 anos que anota tudo num mapa: temperatura, nível de glicemia, horas a que urina, dias a que defeca. Folhas e folhas de valores que o sossegam sobre a saúde da sua Augusta. Folhas e folhas de números que lhe justificam a existência. «Ela não se queixa, não é? E ou bem que se fazem as coisas como deve de ser, ou então não se fazem.» E José faz. Só faz. É ela a sua vida. Mais nada.
               Nenhum detalhe é deixado ao acaso. As medições, a alimentação – carne, peixe, fruta, tudo moído para que não se engasgue – , os medicamentos, alinhados nas prateleiras como soldados eficazes. «Este é para a tensão, este é para a diabetes, este…», o creme hidratante para evitar as escaras. «Está aqui uma pele linda! Digna de uma princesa, não é Gusta?» Foi com todos estes cuidados que conseguiu controlar-lhe a diabetes e acalmar-lhe as convulsões. Foi assim que deu cabo de uma broncopneumonia e é assim que há-de estar preparado para tudo o que ainda esteja para vir. «Tenho a certeza de que ela, num lar, já há muito que tinha morrido. Seria incapaz de a internar. Ela é a minha razão de viver. Não é, minha querida?» Augusta não lhe responde. Nunca lhe responde. Há 16 anos que esqueceu as palavras, os gestos, os movimentos. E, no entanto, ele prossegue. «Ligo sempre a televisão para ela se distrair. Não sei se se distrai ou não. Nem sei se ela a vê. Ou sequer se ouve. Mas faço de conta. Engano-me. E falo muito com ela.» José nunca mais saiud e casa. Há 16 anos. «Nunca mais fui a lado nenhum, não, senhora. Nem a casa dos meus filhos, nem às festas dos meus netos, nem aos natais… tenho muita pena de nunca mais ter ido à campa dos meus pais… Se calhar, estou a maçá-la. É que passo muito tempo aqui sozinho, sem falar com ninguém. Depois, já se sabe, arranjo companhia e nunca mais me calo. Desculpe, sim? Provavelmente, quer ir à sua vida…» Os dias passam, iguais, aterradoramente iguais. O bulício da cidade ser-lhe-ia agora estranho; tanto tempo confinado a quatro paredes fez que se tenha esquecido também de como fervilhavam de vida as ruas. «Não a deixo sozinha, não é?» Só nos dias em que a empregada vem é que aproveita para ir, de passo ligeiro e coração apertado, à mercearia mais próxima. «Então, diga lá, Dr. José, o que vai ser hoje? A sua senhora está melhor?» Melhor. A pergunta a fazer rir. Batatas, carcaças, um pacote de papa. «Na mesma, na mesma. É assim a vida. Faça-me lá a continha. Tenho de ir.»
           Em casa, o mesmo vazio de todos os dias. O mesmo silêncio. Nas paredes, há sorrisos pendurados, sorrisos perpetuados e imóveis, pedaços de felicidade que hoje dói. Sorrisos de um tempo em que se sorria. Às vezes, José olha-os e não reconhece aqueles instantes, aqueles anos, aquela vida. É como se já nem tivesse a certeza da veracidade daquilo, como se os sorrisos pendurados nas molduras fossem recortes de revistas, e não sorrisos que tenha realmente chegado a sorrir. «Às vezes, ponho-me a pensar: como era a nossa vida antes de ela adoecer? E é então que percebo que já não me lembro. Já não sei. Lembro-me de que ela era um bocadinho teimosa, que ralhava muito comigo, e eu calava-me para não arranjar conflitos. Mas, do resto, da felicidade, da nossa existência antes disto… já não consigo lembrar-me.»
              Durante a noite, José Imaginário continua desperto, vigilante. «Se a sinto a estremecer, levanto-me logo para ir buscar o remédio contra as convulsões.» Mas não são só as convulsões que o afzem levantar-se, sempre, de três em três horas. «Como ela tem diabetes, preciso de lhe estabilizar o açúcar no sangue, não é? Por isso, acordo de três em três horas para lhe dar qualquer coisinha para comer… É duro. Mas ela, coitadinha, precisa. Não é, Gusta?»
               No dia 2 de Dezembro, Maria Augusta adormeceu num sono mais profundo que os outros sonos. «Está murchinha ela, hoje. Nem acorda…» Gusta não tornou a acordar nesse frio dia de Dezembro. José tocou-lhe na cara, beijou-lhe as mãos: «Então, minha querida?» Às 5 da tarde, a confirmação do médico: «Lamento muito, mas a sua esposa…» O coração descompassado, desvairado, louco. A voz do médico a extinguir-se de novo, a perder a lógica, a razão. O tecto mais próximo, cada vez mais próximo, as paredes a chegarem-se, a esmagarem-no. A solidão de um herói sem ter quem salvar todos os dias.
            

 Coração de chocolate

 

Aquela carta, aquele coraçãozinho, foram os melhores presentes que já tive. A eles nos agarramos quando a saudade dói mais.

 

             Quando nos nasce um filho, sonhamos para ele um mundo de venturas, fascinantes sonhos de pais encantados com tão pequenino e frágil ser, o nosso «dez réis de gente». Vai crescendo e protegemo-lo, quais cavaleiros andantes, de todo e qualquer mal que se aproxime. Se se constipa, recorremos logo ao arsenal de remédios e mesinhas das avós, chás e canja de galinha, até que o pimpolho recupere a saúde e as cores. Só assim respiramos, aliviados. Se cai e esfola um joelho, entramos logo num combate frontal com as bactérias que possam querer ser mais rápidas do que nós, e anulamo-las com todo o tipo de tinturas. Ver crescer o nosso menino, forte, traquinas e brincalhão, vê-lo entrar para a escola e tornar-se aos poucos num pequeno génio a Matemática, tratar a Química por tu. Escutar vezes sem conta os acordes que ele arranca ao piano e exibi-lo perante os amigos: «Vá, filho, toca lá a Primavera de Vivaldi para a tia ouvir!» Enche-se-nos o peito de orgulho, a nossa criança, o nosso menino intocável já tão crescido. Até que um dia… «Mãe, dói-me tanto a perna…» Corremos logo aflitos ao médico. Exames, exames, exames. Espera aflitiva. Depois, o veredicto: «Não, não, não quero ouvir, doutor, não é verdade, diga que não. O senhor enganou-se, não foi? O meu filho não pode estar tão doente, não pode ser…» Mas foi. O menino, aquele que com tanto cuidado protegemos, está doente. Revolta. Noites sem dormir. Estradas de medo e vales de angústia. Lágrimas salgadas que correram meses a fio e que fizeram secar a fonte. Mãos que acariciaram docemente o menino e lhe deram esperança: «Vais conseguir!» E chegou Maio de 2000. Era o primeiro Domingo, dia de todas mães. Hospital de Santa Maria. Entro no Serviço de Hematologia. É lá que está o meu filho, agora com 15 anos, que, depois de várias sessões de quimioterapia, horrível recessão pulmonar e muito medo, está no isolamento a recuperar de dois transplantes de medula óssea. Dispo a minha roupa e visto uma especial, desinfectada, própria para poder entrar no quarto, à prova de bactérias. Passo as mãos pelo desinfectante, coloco a máscara e entro de mansinho no quarto. Está a dormir, o meu menino de ouro. Silêncio total, apenas interrompido pelo zumbido do filtro HEPA e o toque das bombas de infusão presas ao cateter, ligado ao coração. Pressentindo a minha presença, abre os olhos e senta-se na cama, o sorriso iluminado o rosto pálido e tão magrinho: «Mãe, estás aqui?» Estende o braço até à mesinha ao lado da cama e pega num pequeno embrulho com um laço branco que me entrega, ao mesmo tempo que me abraça desajeitadamente e diz, sorrindo: «feliz Dia da Mãe!» Surpreendida e emocionada, digo-lhe: «Lembras-te do dia de hoje?» «Claro. Achas que podia esquecer? Abre lá o presente para veres se gostas.» Era um postal com várias flores e uma frase ondulante: «Juntos seremos fortes.» Também uma pequena carta escrita por ele e que dizia: «Mãe, gosto muito de ti. Obrigada pela dedicação e carinho da mãe que tens tido comigo e com os meus irmãos todos estes anos. Espero que este dia se repita e desejo-te muitas felicidades junto da tua querida família. Sem ti não seremos felizes, e o nosso amor por ti não tem fim. Quero que saibas que, mesmo quando estou longe, tu estás sempre no meu coração. Um abraço e muitos beijos do teu…Claúdio. PS. Quando olhares a imagem do postal, lembra-te de nós.» Junto, estava um pequeno coração vermelho, de chocolate, que dizia: «Este é o meu coração.» Quando acabei de ler, as lágrimas corriam, quentes, pelo meu rosto, a mão doce e febril do meu filhinho acariciava as minhas, frias de comoção. Foi o melhor presente que já recebi. «Vou sempre recordar este dia. Quando tudo isto terminar e ficares bom, vamos pensar neste momento com alegria.» E encostei a sua cabeça sem cabelo ao meu peito coberto pela bata verde e rija, e embalei-o, tal como fazia quando ele era pequenino. A emoção que ambos sentimos naquele instante foi tão intensa que não conseguimos mais falar. Os nossos corações desejaram que aquele momento parasse no tempo. O Claúdio morreu no dia 28 de Junho de 2001. Era tão corajoso… Nunca se rendeu nem desistiu. O seu coração deixou de bater, mas o pequeno coração de chocolate, doce como ele, continua a ser a recordação do carinho de um filho pela sua mãe – as suas palavras são o bálsamo que toda a família procura nas horas de maior saudade. Nos sonhos que tecemos para os nossos filhos, não há lugar para a dor de uma vida interrompida. Mas há frutos que amadurecem primeiro e nem a força da árvore Mãe é suficiente para mantê-los junto a si. No tronco permanecerá a marca do fruto que ali nasceu.

 

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.·´¯`·-> Algumas novidades… <-·´¯`·.

                                                                                                                                                             

                                                                 

                      Olá!  Que saudades! Como estão todos? Andei mesmo muito ausente! Mas a verdade é que no meio de muito trabalho, também andei com problemas pessoais. Mas tudo se encontra resolvido neste momento e estou a passar um dos meus melhores momentos a nível "profissional". Acabei ontem de receber o meu diploma pelo exame de Inglês que fiz o ano passado, o Pickman! Passei nesse exame! Acreditem, fiquei mesmo toda "babada"!   Mas há mais! Notas de testes… tive positiva no teste de Geografia (11) o que não foi nada mau tendo em conta que praticamente toda a turma tirou negativa! Tirei 19 a TIC e 15 a Filosofia! Num trabalho de Filosofia também tirei 19 (tudo isto numa escala de 0 a 20!) A Português tirei 16 e a Inglês 15… Macs, consegui (finalmente!) tirar positiva! Tive 13!!!  Tive também 14 a História. Fiz um exame exemplo do First Certificate e também passei, pela primeira vez! Tenho ou não tenho motivos para estar feliz? Estive com a minha querida amiga Magda uma tarde inteira, foi mesmo fantástico, divertimo-nos tanto! Também tenho criado novas amziades na escola e cada vez me estou a adaptar melhor às pessoas e à escola nova! Tenho razões de sobra para estar feliz e de bem com a vida… afinal, sempre se disse que depois da tempestade vem a bonança, não é verdade? E tenho agora andado a aprender, nas aulas de TIC, a trabalhar com o Photoshop! Programa formidável mesmo, cheio de mistérios para desvendar! Fiz uns trabalhinhos para avaliar, vamos lá ver como me saio… E hoje, como todos sabem, é o início de uma estação lindíssima, a Primavera, para além de ser o Dia da Árvore! Hoje, na escola, foi realizada uma actividade para comemorar o Dia da Poesia e da Árvore, recitando-se poemas, em que os declamadores estavam sentados num baloiço, que se encontrava preso a um ramo de uma árvore! Alguns desses declamadores foram crianças do Infantário, que ofereceram a algumas pessoas um marcador com um poema! Eu fui uma dessas pessoas sortudas!  Vou mostrar-vos:

 

 

Lindo, não é? E por falar em crianças! Amanhã, quando for às explicações de Macs, vou oferecer uns ganchinhos lindos à Bruninha! Vai ficar ainda mais linda!

Bem, por agora acho que não tenho mais novidades… a partir de Sexta-feira terei mais tempo para vir cá, uma vez que vou começar com as férias da Páscoa. Vai fazer bem uma pausa no trabalho!

Mas, como já disse, por hoje é tudo!

Um grande beijinho para todos da vossa sempre amiga

 

Ângela (Amiga Virtual)

 

Presentes

 

Da amiga Stephié et Bernie  

 

 

 

Da amiga Nádia

 

 

Da amiga Rephie

 

 

 

Da amiga Luluasol

 

Da amiga Roberta

 

 

 

 

 

Da amiga Adi 

 

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.·´¯`·-> Apresentação do “novo blog” <-·´¯`·.

 

 

 

      Tal como diz o nosso poeta Luís Vaz de Camões:

 

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança

Tomando sempre novas qualidades.

 

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades.

 

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.

 

E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía."

 

Tal como Camões se apercebeu que tudo na vida muda, também eu me apercebi que o meu blog, apesar de ser o meu cantinho, também já estava a precisar de mudanças, nomeadamente no seu nome, pois o anterior já nada tinha a ver com a Ângela actual.  Sabem? É que ele já tinha dois aninhos, feitos em Dezembro passado e, desde a data em que foi criado, muita coisa já mudou na minha vida, assim como a visão que eu tenho dela. Como acho que um blog começa logo no seu título e na sua apresentação, daí as alterações que lhe fiz. Espero que gostem deste blog como ele está agora!

 

Um grande beijinho da vossa sempre amiga

 

Ângela (Amiga Virtual) 

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